É a primeira vez

poema de Ferrucio Brugnaro,
da colectânea “Vaglioni cacciarci sotto
(“Quem pôr-nos as patas em cima“),
com poemas escritos entre 1963 e 1975,
escolhido e traduzido por Serena Cacchioli, 
publicado num folheto da
Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.

Estamos todos a sair.

Mandámos calar
bombas e correias de transmissão.

Sufocámos
cada ruído terrível.

A greve é total.

Olho agora para a fábrica
de fora.

É a primeira vez
que a vejo obedecer
prostrada
perante a vida.

Creio que nunca
senti o sangue
gritar alto pela alegria
como agora.

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